Um percurso por dentro
Quatro ambientes, dezasseis peças. Sem catálogo, sem filtros: só o trabalho, à escala a que se olha.
Painelado em nogueira na sala: veio contínuo do chão ao teto e um aparador talhado na mesma peça.
Porta pivotante em nogueira à face do revestimento. Fechada, desaparece na parede.
Corredor em carvalho com portas ocultas e iluminação linear integrada no próprio painel.
Biblioteca em nogueira escura sobre tampo de granito, com luz quente rasante em cada prateleira.
Gelosia retroiluminada: ripa sobre ripa, calculada para filtrar a luz sem encandear.
Sala de clube com teto em caixotões de nogueira e bar ao fundo, tudo no mesmo tom.
Garrafeira curva em vidro canelado e madeira, sobre balcão de mármore e puxadores em latão.
Balcão curvo em nogueira com rodapé em latão e luz oculta que separa o móvel do chão.
Seccionadora de painel: o despiece exato de onde sai tudo o resto.
Centros de comando numérico Biesse Rover: fresagem, furação e maquinação ao décimo de milímetro.
Cabines pressurizadas com filtragem: nem uma partícula de pó entre a laca e a superfície.
Prensa hidráulica para painelados e folheados. A curva faz-se aqui, não na obra.
Vitrine em carvalho com vidro canelado: transparência sem mostrar tudo.
Volume revestido a tecido natural, com junta constante e puxador fresado na própria folha.
Cozinha em carvalho claro: frentes sem puxador, veio corrido e tampo à face.
Reservado revestido a nogueira, com sofá curvo à medida e luz perimetral no teto falso.